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sábado, 20 de março de 2010

Dina Di


Hoje no meio da tarde recebi a noticia do falecimento de Viviane Matias A Dina Di,que fez a passagem nessa madrugada de infecção hospitalar após complicações no parto de sua segunda filha Aline.
Dina Di para muitos e particularmente pra mim foi a mulher de mais forte expressão no rap nacional com letras que retratam o dia a dia de cada uma de nossa geração feitas por ela que viveu intensamente sua vida e se expressava como ninguém em suas musicas.
Lembro que quando ainda adolescente uma musica cantada por uma mulher me chamou a atenção( confidencia de uma presidiária), lembro que na época não era como hoje com internet e tal, lembro que fui descobrindo aos poucos quem era o grupo Visão de Rua, e fui acompanhando desde então as letras dela sempre mexeram comigo.
Ela pra mim foi muito mais que uma cantora de rap, ela despertou em mim caminhos que dificilmente a escola me despertaria, ela mostrou o quanto é difícil ser mulher nos dias de hoje e que respeito se conquista com dignidade e proceder.
Fica em mim uma sensação de frustração por que dela eu sempre esperava o próximo passo a próxima musica a próxima entrevista polêmica.
Fica aqui minha indignação aos veículos que simplesmente boicotavam essa que nos representava realmente e colocavam em seu lugar garotas estéticamente possíveis caso de "Antônia" serie exibida na Rede Globo. Como a Tv cultura em mais de 10 anos de carreira de Dina Di e vendendo e repercutindo na periferia a cada Cd lançado nunca fez um ensaio com ela?
Pois é, ela incomodava muito, podem não ter divulgado sua imagem mas seus Cds ecoam por todas as periferias e se pra Eles ela não era interessante para nós jamais será esquecida e será perpetuadas em suas musicas por nossos filhos que cresceram ouvindo a verdade.

Fica aqui minha singela homenagem a essa mulher que foi fundamental a minha formação como mulher e cidadã!

Luto!

terça-feira, 17 de novembro de 2009


Meu Bem Meu Mau...






Voce quem me diz o quanto horivel sou


Voce quem me faz ver quanto horrivel és


Voce quem me deu o melhor de mim


Voce quem me faz tão mau assim








Eu quem deveria parar


Eu quem deveria pensar ao invés de amar


Eu quem deveria me valorizar


Eu quem deveria negar o amor








Nós que chegamos ao fim


Nós que não nos amamos mais


Nós que temos uma história


Nós que não nos temos mais














Cibele Rodrigues

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Primavera



A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la.


A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.


Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.


Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.


Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.


Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.


Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu.


E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.


Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul.




Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume.


E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.


Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.















Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.]

Quadro"Pablo Picasso"

sábado, 12 de setembro de 2009

Não esqueço!!!!


Depois de décadas com a direita da pior estirpe a frente da minha bela Campinas, um cavaleiro montado nos braços da população que como em um momento de sanidade coletiva elegeu TONINHO para prefeito da cidade de Campinas.
Administrando a cidade por pouco tempo mostrou a população como eramos duramente enganados e que podiamos sim tomar algo que nos pertencia.
É notório a passagem da administração de TONINHO na população.
Os bairros se mobilizaram, projetos apareceram as pessoas sabem o que orçamento!!!
Era bom demais pra ser verdade, tão bom que ElES não aguentaram, matarm o motivo da motivação, acabaram com a crença de que politicos bem intensionados existem destruiram a esperança.
E eu pergunto o que vc fez?
São 8 anos de impunidade, é como ter um filho desaparecido e voce não saber o que aconteceu, uma angustia desumana!
Eu não esqueço!
Saiba mais
aqui
Mobilize se!
Não esqueça!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Contos de verdadeiras fadas

1.-) Conto de fadas para mulheres do séc. 21 Era uma vez uma linda princesa que perguntou a um lindo rapaz: - Você quer casar comigo? Ele respondeu: - NÃO! E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes ,transou bastante, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela. O rapaz ficou barrigudo, careca, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.

FIM!!!

(Luís Fernando Veríssimo)


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2.-) Conto de fadas para mulheres do séc. 21 Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o seu colo e disse: - Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre... E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: - Nem fo...den...do!


FIM!!!



(Luís Fernando Veríssimo)

sábado, 11 de julho de 2009

Pra voce que me odeia


Eu te amo. E não seria metade do que sou sem você, juro. É seu ódio profundo que me dá forças para continuar em frente, exatamente da minha maneira.


Prometa que nunca vai deixar de me odiar ou não sei se a vida continuaria tendo sentido para mim. Eu vagaria pelas ruas insegura, sem saber o que fiz de tão errado se alguém como você não me odeia, é porque, no mínimo, não estou me expressando direito.


Sei que você vive falando de mim por aí sempre que tem oportunidade, e esse tipo de propaganda boca a boca não tem preço. Ainda mais quando é enfática como a sua - todos ficam interessados em conhecer uma pessoa que é assim, tão o oposto de você.


E convenhamos: não existe elogio maior do que ser odiado pelos odientos, pelos mais odiosos motivos. Então, ser execrada por você funciona como um desses exames médicos mais graves, em que "negativo" significa o melhor resultado possível.


Olha, a minha gratidão não tem limites, pois sei que você poderia muito bem estar fazendo outras coisas em vez de me odiar - cuidando da sua própria vida, dedicando-se mais ao seu trabalho, estudando um pouco. Mas não: você prefere gastar seu precioso tempo me detestando. Não sei nem se sou merecedora de tamanha consideração.
Bom, como você deve ter percebido, esta é uma carta de amor. E, já que toda boa carta de amor termina cheia de promessas, eis as minhas:


Prometo nunca te decepcionar fazendo algo de que você goste. Ao contrário, estou caprichando para realizar coisas que deverão te deixar ainda mais nervoso comigo.
Prometo não mudar, principalmente nos detalhes que você mais detesta. Sem esquecer de sempre tentar descobrir novos jeitos de te deixar irritado.


Prometo jamais te responder à altura quando você for, eventualmente, grosseiro comigo, ao verbalizar tão imenso ódio. Pois sei que isso te faria fi car feliz com uma atitude minha, sendo uma ameaça para o sentimento tão puro que você me dedica.


Prometo, por último, que, se algum dia, numa dessas voltas que a vida dá, você deixar de me odiar sem motivo, mesmo assim continuarei te amando. Porque eu não sou daquelas que esquece de quem contribuiu para seu sucesso.


Pena que você não esteja me vendo neste momento, inclusive, pois veria o meu sincero sorrisinho agradecido - e me odiaria ainda mais.


Com amor, da sua eterna


Texto Fernanda Young


Faço minhas as palavras dela.